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24 de jul. de 2015

Tudo é Melhor de Madrugada



 Por que de madrugada tudo é melhor? Ou só eu tenho essa impressão? A minha criatividade aflora e eu sinto como se tivesse que produzir como se não houvesse amanhã. Parece que as séries e os filmes ficam mais interessantes ás 2 da manhã, enquanto eu assisto e como comida roubada da geladeira, na ponta dos pés. Parece que só existe eu no mundo, enquanto eu estou com as luzes apagadas vendo alguma coisa na internet, lendo alguma coisa, ou escutando alguma música. Como se fosse um momento meu, aonde eu posso conversar comigo mesma e imaginar coisas que mesmo em minha mente, apenas minha, tenho receio de pensar em lugares públicos. É como se na madrugada fosse um tempo apenas para mim, aonde os sentimentos e pensamentos afloram, e só eu tenho conhecimento disso.

  Tudo depois da meia noite é melhor. As festas ficam melhores quando ultrapassam a meia noite, e são ainda melhores quando vêem o dia amanhecer. Quando alguém dorme em casa, madrugar é a melhor coisa para se fazer. Aliás, qual a graça de dormir cedo com alguém na sua casa? Quando eu era menor e tinha festas na casa das tias, ou até na minha, eu nunca gostava de ir embora antes da meia noite. Era como se sair de casa não tivesse valido a pena. Eu era criança, e passar das dez da noite acordada, era uma vitória. Mas até hoje isso permanece, só a minha vontade de festa que diminuiu um pouco. 

 Não sou do tipo que fica até as 3 da manhã pulando na balada com desconhecidos ao meu redor. Mas quando a festa é cheia de rostos conhecidos e risadas sem compromisso, quero ver o dia amanhecer ali. É onde a felicidade momentânea se abriga. E desse sentimento, quero sempre a maior dose possível.

 Já ouviu falar que as melhores pessoas são aquelas que você conversa de madrugada sem horário para dormir? Digo que é verdade. Posso não conhecer a pessoa direito, mas se ela continua falando comigo as 2 da manhã, já tem minha atenção. E se ela continua fazendo isso toda a sexta á noite, ou até em dia de semana, sacrificando seu sono e seu compromisso amanhã cedo, só parar trocar algumas palavras comigo… Já tem um lugar especial na minha vida. As melhores conversas são de madrugada. 

 Quando os dois já não tem tanto assunto, porém o sono faz o assunto sobre unicórnios zumbis parecer interessante durante a madrugada inteira, até que um cai no sono ou então a mensagem de ‘preciso dormir’ é enviada, e uma dorzinha no peito surge, mas então você diz 'ok’ e manda 'boa noite’ ás 4h30 da manhã e torce para a madrugada seguinte ser igual. Com assuntos brisados e inacabáveis das 1h ás 5h da manhã. Essas são as melhores pessoas. Essas são as melhores conversas. Tudo na madrugada é melhor. 

 Não existe um motivo exato do porquê, mas existem estudos que dizem que as pessoas são mais felizes depois da meia noite. Mas acho que é quando o nosso verdadeiro eu aparece para nos dizer 'oi’. De madrugada o silêncio ajuda a gente a nos escutar verdadeiramente, enquanto no decorrer do dia, toda aquela barulheira faz a gente se perder em meio a tantas vozes e esquecer de nos escutar verdadeiramente. Sabe aquilo de 'escutar seu coração’? Não acredito tanto nisso, mas acho que isso acontece, de uma forma ou de outra, lá pelas 2h e 5h da manhã. As vezes, na madrugada é quando sentimentos pendentes vem nos visitar para dizer que ainda existem, e você deseja estar dormindo, para não passar por aquilo. E de repente,  a barulheira do dia-a-dia ajuda a abafar esses fantasmas que guardamos. Mas sentimentos como a fome também te visitam e você fica abrindo a geladeira de 5 em 5 minutos, esperando que algo de interessante apareça ali para você.

 Mas a madrugada não é eterna, em algum momento, o sono vence e você vai pra sua cama. Quase 6h da manhã, e você guarda o notebook, coloca o celular pra carregar, desliga a tv, apaga a luz e vai pra debaixo da coberta, tentando não fazer nenhum barulho para sua mãe não aparecer e lhe dar um sermão. E ali, na sua cama, você fantasia a sua vida toda, preenchendo aquela insônia chata que não te deixar dormir. E ficar viajando em sua mente é até bom, até você abrir os olhos e vê que fantasia não é realidade, mas nem isso te impede de imaginar. Feito isso, você tenta dormir. Agradece pelo dia que viveu, e deseja uma boa noite, mesmo quase as 6h da manhã. Conta quantas horas tem até acordar no 'outro dia’ (nas próximas horas), e se a conta dá menos de 4 horas, você se arrepende de ter ido dormir tão tarde e então dorme. Pra no outro dia acordar morrendo de sono e arrependida por ter madrugada e promete a si mesma nunca mais fazer aquilo novamente. 

 Porém quando chega meia noite do outro dia, lá esta você, sem sono nenhum e com muita coisa na cabeça, pronta pra virar a noite, mais uma vez, esquecendo até o arrependimento que havia sentido mais cedo. E então vive outra madrugada, sem saber se vai ficar até as 5h da manhã vendo sua série favorita ou conversando com alguém. E isso nem importa. Porque, sinceramente, tudo é melhor de madrugada.

2 de jul. de 2015

O Menino que Sonhava em Voar



O menino piscou os olhos, uma, duas, três vezes. Tentando descobrir onde estava. Seu olhar antes perdido, agora voltava a se fascinar com os pequenos aviões que, hora ou outra, voavam de um lado para o outro, e depois se perdiam na imensidão do céu. Estava escuro, e ele não se importava em observar o anoitecer no topo de sua casa. Ia ali toda noite, observar os aviões decolarem e voltarem, para o aeroporto próximo da onde morava.

Mas onde sua mente estava enquanto sonhava? O menino se esforçou tentando lembrar, mas nada conseguiu. Apenas sabia que estava bem longe, imaginando como seria voar, provavelmente. Talvez até soubesse o que era. Quase sempre era a mesma coisa. Sonhava sobre como era estar suspenso no ar, sem nada lhe prendendo ao chão, como um super-herói. Sonhava como era estar entre as nuvens e poder ver tudo bem pequeno de lá de cima. Só não sonhava sobre como era chegar ao destino final, pois o trajeto era sempre a melhor parte da viagem. A expectativa era sempre a melhor parte.

E dali onde estava não podia fazer muito. Ás vezes deitava sob as estrelas e esperava um avião passar sobre ele, enquanto o acompanhava com os olhos, esperando ele desaparecer. Outras vezes, contava um a um, até sua mãe o mandar para a cama. Gostava de contar estrelas também, mas morava na cidade grande e sua mãe dizia que daria rugas se contasse aqueles pequenos pontos brilhantes no céu noturno. 

E então, silenciosamente, ele ignorava as palavras de sua mãe, e tentava contar uma a uma as poucas estrelas que traziam graça ao céu. Sempre analisava seu rosto após a contagem, e poderia afirmar que o sua mãe dizia era um mito, já que nunca teve ruga nenhuma em seu rosto. Foi aí que começou a duvidar do que os adultos diziam. Descobriu que as pessoas mentem, e jurou ao céu que não faria a mesma coisa.

Sempre que podia ele subia até o topo de sua casa e ficava ali, fitando os aviões irem e virem. Gostava de imaginar qual seria a história de cada um que estivesse viajando. Sabia que tinha pessoas realizando sonhos, pessoas indo matar saudade, gente que estava com o coração partido porque seu amor fora deixado ali onde o menino estava, em terra firme, e tinha que voar para longe. 

Costumava contar suas supostas histórias para seus pais, no meio do jantar, no momento em que seu pai fazia uma pausa dos ocorridos em seu serviço, que o deixavam extremamente estressado. Contava com brilho nos olhos as histórias de amor que poderiam ter acontecido sob sua cabeça. Um dia, seu pai lhe contou que a vida não são apenas estrelas, e que tinham pessoas que também estava voando por obrigação.

Voando por obrigação. Por obrigação! Seria possível isso? No mesmo momento, o garoto se recusou a acreditar. Como uma pessoa poderia voar por obrigação? Voar soava tão maravilhoso, que parecia algo que todos deveriam tentar na vida, algum dia. Como poderia ser algo ruim? O menino recusou-se a acreditar, e seu pai, repreendido por um olhar de sua mulher, suspirou.

- Tem razão, meu filho. Disse besteira. Como alguém pode voar por obrigação?

- Eu vou voar um dia. – o menino declarou despreocupado, mexendo na comida em seu prato, sem nem prestar atenção em suas palavras. Como se aquilo não fosse nem uma decisão, mas sim um fato.

- Deveria ser escritor, já que gosta de imaginar histórias. Poderia começar a escrevê-las. Que tal? – sua mãe lhe sugeriu, mas o garoto balançou a cabeça de um lado para o outro.

- Não. Eu não quero escrever as histórias das pessoas, quero ajudar elas a realizarem as suas. Quero ajudá-las a tornar seus sonhos realidade. – ele disse, olhando no fundo dos olhos da mãe, desviando o olhar para seu pai. – Tenho uma amiga que sonha em ir para a Disney e sei que muita gente sonha isso. Então quero ajudar ela a realizar. – ele deu de ombros, enquanto sua mãe sorria ao ouvir as palavras do filho, e seu marido fez o mesmo.

- Que bom, meu filho. Sabia que você tem razão? – seu pai lhe perguntou e ele voltou sua atenção a ele. - Você vai mesmo voar um dia. Toca aqui. – e então o menino bateu na mão de seu pai e voltou a comer.

Seu pai, sempre que podia, trazia miniaturas de avião para o garoto, que perdia as horas brincando no telhado de sua casa. O homem também achou no filho a solução de toda aquela impaciência que carregava após um dia estressante. Ia até o telhado e via garoto observando os aviões de um lado para o outro. Seu pai sentava ao seu lado e ouvia todas as supostas histórias que o garoto gostava de inventar.

E assim o menino virou homem, com um mesmo sonho sendo mantido em seu coração. Dúvidas e outras opções surgiram ao longo dos anos, mas toda vez que subia no telhado nos fins de tarde, a sua dúvida desaparecia, assim como os aviões no horizonte. Suas visitas ao topo de sua casa tornaram-se cada vez menores, por causa de seus afazeres. Quando tinha tempo, subia ali e lembrava-se de quando ainda era pequeno e sonhava em estar lá em cima. Ele costumava se comparar com ele no passado, e via o contraste da idade fazer ele desconhecer seu antigo eu. Mas sabia que ele ainda era o mesmo.

Anos se passaram e o garoto sentiu um frio na barriga incontrolável quando marcou “Aeronáutica” como opção do seu futuro. Murmurou para si mesmo que o primeiro dia de aula, seria o começo da realização de um antigo sonho. Ele se formou e seus pais sentiram-se as pessoas mais orgulhosas de todo o mundo. O garoto sentia-se realizado, de um jeito que sabia que nada mais poderia fazê-lo sentir-se da mesma forma novamente. Não precisava mais inventar histórias para contar, sabia de todas elas e tinha as suas próprias para contar. Voava sempre, levando pessoas de lá para cá. 

Descobriu que o que seu pai disse era verdade. Havia pessoas que voavam por obrigação, e sabia que também partia alguns coração ao decolar. Mas ignorava isso, porque o número de sorrisos que via ao levantar vôo, era maior do que a quantidade de lágrimas. Também quebrou seu juramento ao céu, aprendendo que mentir, ás vezes, era necessário.

Lembra da garotinha que queria ir para a Disney? Ele a levou para lá e graças a isso, a levou em muitos mais lugares do que poderia imaginar. Foram até as estrelas juntos, quase. Descobriram diversos lugares, nunca antes freqüentados por eles antes e encontraram o amor numa dessas viagens, fazendo o garoto sentir-se realizado novamente, fazendo-o ver que era mentira quando pensou que nunca mais se sentiria assim.

Anos depois de que seus sonhos se realizaram, ele voltou para sua casa. Cumprimentou seus pais e perguntou se as rugas que tinha em seus rostos eram resultado da contagem de estrelas. Eles responderam que sim, enquanto riam, mas o garoto sabia que não. Foi lentamente até o topo da sua casa, podendo ver o contraste de seus antigos eu’s a cada degrau que subia, até chegar a ver a cor que o fim de tarde trazia ao céu.

Sentou-se ali, sozinho. Fitou o céu e começou a observar os aviões irem de um lado para o outro e sorriu ao ver que já não precisava mais inventar histórias para serem contadas. Sentiu uma nostalgia sufocante o preencher, também. Se viu como menino com um sonho ainda em formação e depois como homem de sonhos realizados. Sorriu involuntariamente, dando uma risadinha depois. Ele voou e voou longe. Realizou sonhos, inclusive o seu. E então voltou para a sua base, trazendo histórias maravilhosas e um amor lhe aquecendo o coração.

Ouviu alguém se aproximar e notou que era sua mulher, indo sentar-se ao seu lado. Ela permaneceu em silêncio, observando o ninho dos sonhos do cara ao seu lado. Sentiu-se sortuda por conhecer o lugar onde tudo começou. Enquanto ele, via que tudo o que já havia sido sonhado ali, se fora. E se fora da melhor forma. Seus sonhos foram realizados e ele chegou a conclusão de que precisava de novos para poder perder noites planejando cada detalhe. Suspirou, tentando imaginar o que seria, mas não foi difícil descobrir.

Olhou para seu lado e viu a mulher que fazia seu coração bater aquecido todas as noites, a mulher que o fez ver a vida de uma nova forma. Já voava, já amava e estava feliz. O que mais precisava? Lembrou-se de seu pai, trazendo pequenos aviões para ele depois do trabalho, e escutando suas histórias fantasiosas sob as estrelas, e assim soube o que teria de realizar naquela etapa de sua vida. Virou a cabeça para a mulher ao seu lado e sorriu, vendo-a fazer o mesmo. 

Seu próximo sonho seria poder ensinar a alguém tudo o que a vida já havia lhe ensinado. Seria voltar a ser menino. Seria poder ouvir as histórias fantasiosas de alguém. E com essa sua nova etapa na cabeça, e sonho no coração, voltou-se as estrelas, sentindo a nostalgia de ter um novo sonho para poder realizar. Mas agora, com um detalhe diferente, com alguém ao seu lado.

3 de jun. de 2015

Você Sabe do que a Vida é Feita?



Hey! Tudo ok com vocês? Hoje eu tenho uma pergunta para fazer: vocês já se perguntaram do que a vida é feita? Mas não estou perguntando para vocês me responderem do modo científico, porque sei que, na teoria, tudo é feito de átomos. Não é isso que te perguntei. Quero saber se já se perguntou do que nossas memórias e sentimentos são feitos. Não? Eu já, e cheguei numa resposta muito simples, porém um tanto assustadora. Experiências. A vida é feita de experiências. Quer uma prova disso?

Lembre-se de qualquer momento que te faça sorrir. Lembrou? Isso foi uma experiência. E são elas, das mais pequenas ás maiores, que vão preenchendo aquilo que nós chamamos de lembranças. Porque experiências não são apenas aquilo que fazemos pela primeira vez, mas sim, tudo o que fazemos. Eu posso abraçar uma pessoa pela primeira vez hoje, e pode ser muito bom, porque estava frio. Mas amanhã, eu posso abraçar essa mesma pessoa, mais uma vez, e pode ser bom porque descobri que gosto do perfume que ela usa, e isso se torna uma nova experiência. Porque semana que vem, eu posso abraçar essa mesma pessoa e descobrir que nunca mais quero que ela me solte, e assim eu tenho a experiência de descobrir que gosto de alguém.

Entende? Mas acho que vou ser mais objetiva. As histórias que nos marcam são experiências que vivemos. Desde a primeira vez que conseguimos escrever nosso nome sem a ajuda de ninguém, até a primeira vez que tiramos nota 10 em química, no ensino médio... Isso ainda não aconteceu comigo mas pode acontecer a qualquer momento. Ou não.

O que eu não entendo é quando as pessoas tem medo de novas experiências. Porque, para mim, ter medo de experimentar algo novo, é como querer ficar no mesmo degrau da vida, para sempre. A cada nova experiência, subimos um novo degrau. E ficamos renovando nossas experiências enquanto ficamos num mesmo degrau durante um tempo, até que algo desconhecido surge e você vai experimentar. Aew! Um novo degrau surge. E assim vai.

Nem todas as novas experiências são boas. Ás vezes podemos perder alguém, pela primeira vez. Ou então, receber uma facada nas costas de alguém que nem imaginávamos. Ou até comprar toddynho e só depois perceber que ele veio sem canudo. Mas mesmo assim, avançamos degraus, nunca regredimos. Sempre evoluímos, com cada experiência. Sendo boa ou ruim, sempre aprendemos com elas e seguimos em frente na vida. No caso do toddynho, aprendi que da próxima vez eu preciso ter certeza de que há um canudo grudado atrás dele. Mas tem vezes que não aprendemos com nossos erros, porque semana passada eu fui no mercado e não vi se tinha canudo ou não... Tive que abrir o toddynho e tomar no copo. Mas fica tranqüilo, no máximo, ficamos empacados num mesmo degrau. O que pode ser até pior do que voltar algum.

Coloque uma coias na sua mente: nem todas as suas experiências serão boas, mas não tenha medo de tentar. Leu bem? Vou repetir. NUNCA tenha medo de tentar. A vergonha de dar algo errado, ou de ter feito merda é melhor do que o arrependimento te visitando toda a noite. Arrependimento sufoca, vergonha vira risada com os amigos depois. O que você prefere?

Mas você se engana se acha que sou assim na minha vida. Morro de medo quando algo desconhecido surge para eu experimentar, mas eu tento. Primeiro eu quero sair correndo, depois, pessoas me ajudam a tomar a coragem e no final, eu vou. Posso até tentar não tentando, ficar naquele meio termo, como um dia, onde que eu tomei coragem para pular do trampolim da piscina e desisti quando já estava no ar. Caí na piscina com muito mal jeito e fiquei dolorida durante dias... Mas eu tentei!

Estou numa idade que tudo é novidade, e onde ainda terei muitas experiências novas e tenho a consciência de que nem todas serão boas. Eu sei disso, e pode parecer assustador quando percebemos que há coisas que ainda tem que ser descobertas por nós. Mas e se der errado? Qual o problema? Costumo me fazer uma pergunta: “Se der ruim, o que isso me afeta daqui a 10 anos?”. Se a resposta for “nada”, se joga! Vira história pra rir depois. Se a resposta for “sim”, repense bem o que você vai fazer haha.

Vou terminar o texto afirmando o que disse no começo: A vida é feita de experiências. Se você tiver medo, do que a sua vida será feita? Que histórias vai contar no futuro? Como vai rir de você mesma? Se joga nas coisas novas e viva! Apenas viva e não se importe com que os outros pensam. Afinal, esse tipo de pessoa não estará na sua vida aqui a 10 anos.

Sinceramente...

25 de mai. de 2015

Acabei Colecionando Perguntas



Abri o Word e comecei a escrever. Queria algo bonito, inspirador, que faz suspirar. Queria algo especial, como um sonho, uma fantasia de menina. Mas não consegui. A verdade é que as palavras somem quando tento fugir do que meu coração está sentindo. Elas me abandonam quando tento mascarar meus sentimentos, fingindo estar inspirada e feliz. Eu não estou feliz, não estou inspirada. Sendo honesta, minha vida está um caos. Portanto, achei que deveria escrever aquilo que realmente está dentro de mim. Toda essa angústia, essa indecisão, essa confusão. Tudo aquilo que eu não deveria colocar no papel. No entanto, colocar tudo isso para fora nunca pareceu tão assustador.

Eu sumi. Tentei me esconder, fugir, desaparecer. Queria estar bem longe. Longe dos pensamentos que borbulham em minha mente, longe dos comentários que sou obrigada a ouvir. Queria me teletransportar para algum lugar paradisíaco, algum lugar que abrigasse a paz, o silêncio, a calmaria. Queria um lugar em que eu pudesse deitar, olhar para o céu e procurar formas nas nuvens, sentir o vento acalentar minha pele e ouvir as ondas batendo nas pedras. Queria qualquer lugar, menos aqui. Mas admitir isso em voz alta, com a caneta marcando firmemente o papel, é doloroso demais.

Imagine ter tudo. Amor, carinho, amigos, família, felicidade. Ter tudo o que uma pessoa pode querer e, mesmo assim, desejar fugir. Soa no mínimo egoísta. Como se não fosse o suficiente. O quão irônico seria se eu dissesse que é exatamente o contrário? E não, eu não estou maluca. Só estou desesperada, procurando por respostas que não querem ser encontradas, fazendo milhões de perguntas, vivendo diversas vidas e perdendo as esperanças.

A verdade é que eu não tenho certeza sobre nenhum aspecto da minha vida. É tudo um perfeito borrão. Meus objetivos mudam a cada nova experiência, minha visão de mundo e realidade é sempre alterada. Se nem meus textos saíram ilesos dessa mudança repentina de  personalidade, quem dirá todo o resto...

Eu só queria ter respostas. Saber para onde vou, o que será de mim, se os meus sonhos serão realidade e se a felicidade não será apenas uma brisa em uma tarde de verão. Só queria uma luz, algo que me mostrasse o caminho, que me ensinasse o que fazer para transformar minha vida em algo melhor, em algo mais parecido comigo. Porque acredite, eu e a minha vida não temos muito em comum. Comédia ou tragédia? Ah, não consegui escolher...

Seja como for, não é algo que vá se concretizar. Afinal, poucas são as pessoas que não compartilham dessa insegurança, dessa bagunça. E encaremos os fatos, é mais fácil ganhar na loteria do que saber o rumo que a vida irá tomar. Talvez seja um desejo egoísta, after all. Ou talvez seja apenas a minha mente desviando da realidade e montando mais um enigma que eu nunca conseguirei resolver. As respostas nunca virão, essa é a única certeza que eu tenho. Pelo menos não da forma como eu desejaria que viessem.


Curiosamente, entre as palavras confusas e uma escrita doída, essas indagações eternas acabaram por trazer um ponto positivo: mais um texto para a coletânea. E com isso, eu acabo me perguntando se algum acontecimento da minha vida não acabará no papel ou na poesia. Hahaha. Olha aí... mais uma pergunta para a coleção.

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Eu sei, eu sei. Desapareci do blog e peço ZILHÕES de desculpas. Acreditem, eu estou super envergonhada com essa situação. 
O problema foi que a coluna mudou de dia, eu acabei me enrolando, não consegui me organizar direito e, para completar, tive alguns problemas familiares - como de praxe. 
MAS, fico feliz em dizer que voltei para ficar - prometo - e que cumprirei minha escala direitinho. 
Queria "voltar" para o blog com algo bem animado e interessante, mas precisava colocar essas palavras para fora. Esse é, provavelmente, o texto mais pessoal que já escrevi. E ele está aqui no blog porque acredito que muitas pessoas se sintam da mesma maneira. Portanto, cá estou eu para praticar a universalidade. Hahaha.
Espero que gostem!
Um beijo grande e até domingo que vem!

Xx
Gabriela

Ps: Babs, chefa, MUITO obrigada por não me demitir. HAHAHAH. Eu sei que merecia =X mas ó, não esqueça que te amo! 



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7 de abr. de 2015

Se Eu Morresse Amanhã




Venho de uma criação religiosa em que o conceito de morte tem outro significado. Morrer, para mim, significa apenas desprender-se do corpo físico; significa que a missão que me trouxe à Terra foi cumprida e uma nova me aguarda. No entanto, isso nunca me fez temer menos a morte. Pelo contrário, alguns dias eu a temo mais e mais.

Se temos uma certeza quanto à vida é que está fadada a acabar. Talvez em um dia, talvez em um século, mas, inevitavelmente, ela terá seu fim. De certa forma, a própria ideia de acordar, não para viver um dia a mais, e sim para viver um dia a menos parece extremamente absurda. Viver para que, se não para morrer? O que eu poderia fazer de diferente daquilo que tantos outros já fizeram? O ponto é exatamente esse. Viver para recriar, pois o "criar" já aconteceu.



Quando mencionei que temo a morte, não o faço por medo da dor ou do sofrimento que acompanharia o processo, mas sim por "cumprir a minha missão" sem cumprir todos os sonhos que tenho na cabeça. Esses pequenos sonhos que temos quando crianças: querer voar, querer ser princesa, encontrar o amor verdadeiro, viajar o mundo inteiro, fazer uma descoberta científica. O importante é que, se eu morresse amanhã, já teria cumprido todos esses sonhos e mais alguns. Sim, eu disse todos.

Não é questão de ter dinheiro ou virar o mundo de cabeça para baixo para fazer aquilo que temos vontade. É apenas uma mudança de perspectiva, um ponto de vista diferente. Eu já voei quando era pequena, enquanto meu pai me colocava no colo e nós girávamos pela sala. Fui princesa e rainha: meu palácio era meu quarto e minhas bonecas, meus súditos. Encontrei o amor quando, aos dez anos, o menino mais bonito da classe perguntou se eu aceitaria ser sua namorada. E não só nesse único momento, mas em todos os outros, nos quais eu me permiti amar, abri meu coração e entreguei-o a pessoa que me era especial em um momento específico.

Viajei ao redor do mundo zilhões de vezes, em todos os livros que li e gritei "Eureka!" quando cozinhei para o dia das mães e quase explodi a casa, ou até mesmo quando um tatu bolinha encolheu na minha mão.

Portanto, se eu morresse amanhã, pediria para que fosse gravado em minha lápide que recriei a vida, assim como Oscar Niemeyer recriou a arquitetura e Einstein recriou a Ciência. Se eu morresse amanhã, morreria feliz, porque enganei a morte ao achar um modo de viver eternamente. Se eu morresse amanhã, estamparia o mais belo sorriso de todos. Se eu morresse amanhã, estaria dando adeus a uma vida vivida intensamente e dando olá para uma nova página, completamente em branco e esperando para ser escrita.


Olá pessoas! Meu primeiro texto no blog #nervosa.


Espero que tenham gostado. Esse é um texto bem especial e foi escolhido a dedo, juro.
Como prometido, a frase dessa semana é: 

"Nunca é tarde para você ser o que poderia ter sido."

Gabriela R.


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3 de abr. de 2015

Pensando Alto por Nina Hower



Hey, pessoas! Então, não sei como começar um texto de apresentação, mas faço tudo pela Babs. Haha. Espero que consiga fazer algo decente... #fingerscrossed
Sou a Gabriela (não, jura?). Tenho 18 anos e não tenho ideia do que farei da vida. No momento, meu status atende por: vagal e escritora. O vagal primeiro porque, se deixar, passo o dia assistindo filmes, ouvindo músicas ou enchendo a paciência da minha querida chefa (Babs, oi!) e escritora porque bem... Cá estamos.

Escrever sempre foi uma fuga da realidade, uma válvula de escape na minha vida. Alguns fumam, alguns bebem, alguns fogem de casa. Eu sento na cadeira, coloco o notebook no colo e a vasilha com brigadeiro do lado. Fora de casa, o caderninho fica dentro da bolsa, sempre com uma caneta bem próxima. Acho que por isso acabei aqui.

Conheci a Barbara (formalidade mode on) há uns meses atrás, mas acho que a nossa amizade vem de séculos. Sério. A conexão que nós criamos é algo inacreditável e eu sou a pessoa mais feliz do mundo por isso <3 (tem que mimar a chefa se quiser manter o emprego haha). 
Quando ela me convidou para estragar - yep, é isso mesmo - o blog um pouquinho, eu confesso que pensei bastante antes de aceitar. Não sabia se conseguiria, não sabia se escreveria coisas decentes e não sabia se era o certo a se fazer. No entanto, analisando com calma, isso é tudo o que eu sempre quis, mas nunca tentei pra valer. A vontade de escrever acabou falando mais alto - encubada durante esses dezoito anos - e acho que, finalmente, chegou a hora de ouvir o chamado. 

Sobre a minha pessoa, não tem nada de muito novo. Amo escrever, leio livros como troco de roupa, acompanho bilhões de séries de tv, assisto a milhares de filmes, AMO chocolate, AMO nutella (a chefa também adora) - só que não, né haha - sou meio fresca para comer, saio de perto quando toca sertanejo, tenho bichinhos de pelúcia em cima da cama, minha cor preferida é azul, eu conto estrelas, procuro formas nas nuvens e sonho todos os dias com o Ed Sheeran me esperando no altar... <3 

Pensando Alto - o espacinho que a Babs me deu aqui no blog - será um belo resumo da bagunça na minha cabeça. Eu não sei bem sobre o que pretendo falar, sendo honesta. Posso falar de amor, de família, de morte, de comida... Bem provável que eu fale até do trânsito absurdo que pego toda manhã ou da florzinha que achei no jardim. E eu falo sério. Acho que, quando se escreve com a alma, esse acaba sendo o resultado. Tem tanta coisa mágica em cada segundo da vida, tanta coisa maluca em cada partícula do ar que respiramos, tantos significados em cada sílaba das músicas que, se restringir o campo das palavras, não sobrará nada além de um ponto de interrogação.

Estou ouvindo uma música enquanto escrevo esse texto e, nesse exato segundo, uma frase chamou minha atenção. "If I lose myself tonight, it will be by your side...". Muito clichê dizer que isso resume minha experiência aqui? Porque é bem isso mesmo. Eu vou me perder aqui. E vocês vêm comigo.

Espero que gostem das minhas loucuras e que eu possa tocar o coração de cada um, mesmo que apenas por alguns segundos.
Vou postar uma frase em cada post que fizer aqui no blog, só porque gosto mesmo.
A frase de hoje é minha e acho que resume bem esse primeiro contato: 


"I may live in black and white, but I can see thousands of other colors in between..."

Boa semana!
Xx
Gabriela

Ps. Tentei fazer algo especial e meio poético para o primeiro texto aqui do blog. Vocês sabem, causar boa impressão e tal. HAHAHAAHHA. Brincadeira.
Comentários, críticas, xingamentos, amor virtual, lamentos e qualquer outra coisa - aqui no blog.

Ah, e minha coluna tem coisa nova toda terça (ou quase isso, haha). Anotem na agenda!