5 de mai de 2015

Resenha - Livro: Cartas de Amor aos Mortos

Foto: whosthanny.com




Oie, tudo certo com vocês? Primeiro eu peço desculpas por ter falhado na semana. Eu comecei a ler “A Menina que Roubava Livros” do Markus Zusak e notei que vou precisar de bem mais que uma semana para poder entender. Então, eu comecei a ler “O Azarão” também do Markus, mas achei que ele não era legal o suficiente para uma resenha e resolvi pegar “Perdão, Leonard Peacock” do Matthew Quick e acabei entrando em semana de prova. Depois de tudo isso, na sexta-feira, no feriado eu peguei “Cartas de Amor aos Mortos” da Ava Dellaira e não consegui parar, tanto que sábado eu já tinha terminado de ler.

Cartas de Amor aos Mortos fala sobre Laurel, uma menina tímida que recebe um dever de sua professora de inglês: Fazer uma carta para alguém que já morreu. Ela começa com uma carta para Kurt Cobain, o cantor favorito de sua irmã May e continua com cartas para várias personalidades que já faleceram.

“'Nirvana' significa liberdade. Liberdade do sofrimento. Acho que algumas pessoas diriam que a morte é exatamente isso. Então, parabéns por estar livre, acho. O resto de nós ainda está aqui, agarrado aos cacos.

Dois anos depois de seus pais se separarem, sua irmã May morre em um trágico acidente. Só ela sabia a verdade. Só ela sabia o que tinha acontecido, mas só de pensar ela já ficava perturbada e se sentia culpada pela morte da irmã. May era uma garota incrível de acordo com Laurel, tudo que ela sempre quis ser. Por ser 3 anos mais  velha que Laurel, May tentava a proteger de tudo, mas talvez não tenha dado muito certo. Laurel resolve mudar de escola após a morte de sua irmã, pois não aguentaria a pressão e a pena de todos. Nessa nova escola ela conhece Sky, um menino misterioso por quem ela se apaixona. 

Também conhece grandes amigos como Natalie, a menina da aula de inglês; Hannah, a ruiva que adora sair com caras mais velhos; e Tristan e Kristen o casal apaixonado do terceiro ano. Ela vive uma semana com seu pai (um homem que antes esbanjava alegria e hoje parece sempre estar cansado demais) e uma semana com sua tia Amy (uma mulher que nunca teve filhos e é adoradora de Jesus) porque sua mãe foi morar na Califórnia logo após a morte da sua irmã.
Vivendo em uma casa de ecos e em uma casa de regras religiosas, tudo que Laurel tinha era a escola. Ela resolve se vestir como a irmã e sente que finalmente é alguém. Encontrou amigos e um namorado, mas seu passado a assombrava e a impedia de ser feliz.

 “Tem sido difícil ser eu mesma, porque não sei exatamente quem sou.
 
Suas cartas eram as mais pessoais possíveis, ela falava com ídolos sobre sua história e sobre a história deles. Escrevia sobre seu dia e fazia daquelas cartas o seu confessionário. Atrás do livro tem uma citação que eu achei muito interessante: “Alguns segredos só conseguimos contar aos nossos maiores ídolos”. Eu acho isso uma grande verdade, mesmo que eles estejam vivos, mesmo que não seja por cartas, existem coisas que você só compartilha com eles, nem que seja por pensamento. Ou quando escuta aquela música que parece que foi escrita para você e somente você sabe o porquê.

Foto: Créditos na Imagem


Minha professora de português pediu o mesmo trabalho, mas felizmente nenhum ídolo meu morreu, então escrevi para o meu avô. Não ficou como as cartas da Laurel, as delas são mais pessoais e isso exemplifica o trecho acima. 

Havia uma barreira entre mim e o mundo. Parecia uma grande parede de vidro, espessa demais para ser atravessada.

A linguagem do livro é simples - ao meu ver - e linda, pois têm varias citações e aquele quê de inocência, que eu particularmente adoro. Eu não tenho muito o que falar sobre esse livro porque ele é mais de sentir do que pensar. Super indico e vale muito a pena, pois é um livro que vai ganhar um espaço no seu coração (como no meu).

 “Às vezes, os menores gestos fazem toda a diferença.
 
Eu adorei ler esse livro, ele me prendeu de um jeito que não consegui largar. Eu estava cansada e sem vontade de ler e de repente eu olho para a estante e foi como se a gente tivesse conversado. Eu o abri e não consegui parar e eu confesso ter me apaixonado pelo Sky. E isso ajudou e muito. Além de ter derramado algumas lágrimas em várias partes.




Todos nós queremos ser alguém, mas temos medo de descobrir que não somos tão bons quanto todo mundo imagina que somos.

O livro me fez pensar na morte, ele começa com uma perspectiva e acaba com outra. E então, ela amadurece a opinião sobre a tão temida morte. Essa é uma questão, que pelo menos para mim, está sempre mudando e se reformando. Quando alguém perde uma pessoa, você sente pena. Mas quando você perde uma pessoa, você sente tudo e não quer que ninguém sinta nada. Não sei se vocês entenderam, mas o que eu quis dizer é que a morte e a perda são um sentimento próprio e nasce com todos nós. A única certeza que nós temos em toda a vida é a morte, mas nós nunca estamos preparados para ela.

Peço desculpas de novo e e como já disse, o livro é de sentir não de pensar. Leiam ele e me digam o que acharam. Até a próxima e eu vou tentar não falhar dessa vez.

Beijinhos da Jess xx

Me acompanhe nas Redes Sociais

2 comentários:

  1. eu tenho vontade de ler este livros, em algumas resenhas dizem que não é tão bom. mas a minha vontade não passa >.<

    Primeiros Acertos ❥❁

    ResponderExcluir
  2. Leia! Karol, eu já passei por isso com outros livros e fui teimosa e li. Acabou que a minha opinião foi totalmente diferente da dos outros, então leia esse livro e tire suas próprias conclusões. E não esqueça de me contar o que achou.

    ResponderExcluir